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Olhe na direção do seu umbigo. Passe a mão ao redor da cintura e, com os dedos, sinta os músculos desta região. Percebeu algo especial? Se não notou nada, talvez esteja aí a explicação para a demora nos resultados do seu treino ou para as dores nas costas, que incomodam depois da musculação: esta área do corpo concentra o xodó mais recente dos professores de educação física, o chamado core. "Trata-se de um cinturão de força, um conjunto de músculos abdominais e dorsais que, juntamente com o quadril, formam o núcleo do corpo", afirma o professor Isaías Leme, da rede de academias Bio Ritmo.
Ativar esse grupo durante os exercícios traz muitas vantegens e você consegue ver a diferença rapidinho. O abdômen fica mais tonificado e as estruturas da coluna (como as vértebras e discos) são preservadas de impactos e sobrecargas, aliviando as dores que são comuns na região lombar, principalmente. E, como conta com um apoio extra de músculos, é possível aumentar a carga do treino com mais facilidade. "Há tonificação e diminuição das dores articulares", diz Isaías.
A dica do professor, para quem está em busca de uma força no treino, começa pela concentração. Antes de realizar os movimentos (seja para fortalecer bíceps, pernas ou mesmo a barriga), pense no seu abdômen e volte o foco para ele, inicialmente. "Mantenha os músculos abdominais contraídos e sugados, em direção às costas, durante todo o treino", ensina o especialista. E o retorno do esforço vem, em igual medida, entre homens e mulheres.
A dificuldade inicial tende a se dissolver conforme você pega o costume. "A partir do momento em que o aluno consegue manter uma postura neutra, com as estruturas ósseas em posição ideal, há necessidade de mais concentração", afirma o professor da Bio Ritmo. Só vale lembrar que a ativação do core não substitui os exercícios abdominais. Para isso, realmente precisamos dos movimentos tradicionais com flexão de coluna.
Um treino que ignora o core, entretanto, não chega a ser um problema (ou seus amigos que nunca ouviram falar nisso e frequentam a academia ha anos jamais teriam visto o efeito dos exercícios). O segredo está na eficiência do trabalho físico entre as pessoas que já foram apresentadas aos poderes deste cinturão de força, a produtividade cresce e a motivação para seguir no pique, também. "O abdômen dos alunos ganha mais consciência motora. Mas deixar de pensar neste grupo de músculos não faz do treino algo errado, apenas deixa os movimentos menos abrangentes", afirma Isaías Leme.